5 formas de ajudar na vida escolar do seu filho

Escola e família precisam ser parceiras para que a vida escolar da criança flua com tranquilidade e desenvolvimento. Mas qual o papel dos pais e mães nesse assunto? As psicopedagogas Michelle e Danielle nos apontam 5 formas de contribuir para a vida escolar dos nossos filhos.

5 formas de ajudar na vida escolar do seu filho
Criar e Educar,  Especial
30 de março de 2016

Encarar a relação família e escola como uma parceria é a grande chave para o sucesso para vida escolar das crianças, tanto no âmbito da aprendizagem quanto emocional. Essa relação já se inicia pela escolha da escola, pois esta precisa ter convergências com os valores familiares bem como representar o desejo de percurso de aprendizagem do filho. Matrículas em escolas “da moda”, escolha por ser próxima de casa ou ser a escola do primo não são bons balizadores para essa decisão. Há que se ter uma relação de confiança e segurança com a escola em primeiro lugar!

1 – Relação família\escola precisa ser de confiança

Falar em parceria com essa escola significa autorizá-la para que, enquanto seu filho esteja sob seus cuidados, ela tome a melhor decisão com relação à sua aprendizagem e tudo que está intrínseco a ela. Nesse sentido gostaria de alertar o quanto as falas contrárias à escola entre grupos de mães e pais ou feitas ao próprio filho num momento de angústia e nervosismo podem interferir negativamente no processo de desenvolvimento do filho. É muito interessante perceber o movimento de mães duvidando de procedimentos da escola, contradizendo algumas decisões pedagógicas, e o quanto coincide com comportamentos de desafio de limites dos filhos dentro da escola. Atitudes de desconfiança da família refletem e muito no comportamento dos filhos. O ideal é que se há algo incomodando que a conversa seja feita o quanto antes com a própria escola, que certamente poderá justificar sua ações, bem como tranquilizará as angústias das famílias. A relação precisa ser a mais transparente possível.

Confiar na escola também significa “comprar o pacote” de sua forma de funcionamento. Logo, toda a organização quanto a horários, período de férias, datas de provas, educação alimentar, educação ambiental e outras tantas regras que são necessárias para o bom funcionamento precisam ser cumpridas. Encarar com seriedade a pontualidade, assiduidade, rotina de estudos diária do filho, alimentos permitidos para o lanche, dentre tantos outros elementos transmite a mensagem para os pequenos de que aquele espaço merece muito respeito e responsabilidade de todos, tanto pais quanto as crianças.

E como evitar aquelas surpresas desagradáveis ao final do ano quanto ao desempenho do filho na escola?

2 – Vida escolar: tarefa de casa

Quando a relação de confiança entre escola e família está solidificada é mais fácil pensar sobre os desafios pedagógicos das crianças. Cada família conhece o perfil de seu filho, não é mesmo? Há os que se dedicam mais, aqueles que se dedicam somente nas provas, os que preferem vídeo-game aos estudos, aqueles que se esforçam muito e ainda assim sentem dificuldades. Conhecer esse perfil e o limite que poderá exigir do filho é indispensável para que a criança não perca sua autoconfiança e também se torne responsável pelos seus estudos. Aqui vale lembrar que as tarefas de casa são responsabilidade das crianças, então procure não dar chance para que deixe de fazer algum dia, ou atender a um pedido de “faz para mim” ou “me ajuda procurando as respostas no texto?”. É necessário entender que esse momento é para sistematizar o que foi aprendido na escola (geralmente as lições não contemplam novidades, mas continuação de algo que foi aprendido em sala) e que se aparecerem dificuldades estas precisam ser remetidas à escola.

 3 – Organização do tempo e espaço de estudo em casa

Também em relação aos estudos de casa sabemos o quanto a organização para este momento é indispensável. Ter um local apropriado, silencioso, com horário estabelecido é um grande passo para a construção da autonomia da criança frente a seu processo de aprendizagem. Fazer lições na frente da televisão, no mesmo espaço que o irmão menor está brincando ou a cada dia em um horário diferente, por exemplo, é desorganizador para a criança e pode prejudicar seu desempenho.

Quando identificar dificuldades recorrentes procure não ensinar do seu jeito, pois nem sempre é a mesma maneira ensinada pela professora. Quando houver dificuldade na subtração, por exemplo, tente ajudar com exemplos, usando materiais concretos para a ideia entender a ideia da subtração, mas não interfira em seu cálculo. A melhor atitude é procurar a professora e a coordenadora da escola para falar das dificuldades apresentadas e juntos decidirem qual a melhor saída, se reforço em contraturno na escola, aulas particulares ou outras.

4 – Atenção para o tempo livre

Procure avaliar também as atividades extras escolhidas para seu filho. Temos presenciado situações em que as crianças têm agendas de adultos, hora a hora com um compromisso diferente, sem tempo para se dedicar aos estudos e brincar! Sim, brincar! Toda criança precisa brincar, e essa ação é complementar ao processo de aprendizagem. Então se seu filho está com uma carga de atividades muito intensa, com curso de inglês, natação, futebol, música e outras mais, está na hora de repensar e fazer escolhas, as quais precisam considerar os desafios de aprendizagem bem como as habilidades das crianças.

5 – Envolva toda a família

E para finalizar vale ressaltar que toda essa responsabilidade de apoio à criança em sua vida escolar torna-se ainda mais rica quando as funções são divididas entre os pais. Não centralizar a ajuda em somente um dos responsáveis é essencial para o desenvolvimento das crianças e para seu bom desempenho escolar.

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Michelle Klaumann e Danielle Gross de Freitas – psicopedagogas do Espaço Mediaçãocontato@espacomediacao.com.br

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