Diabetes – Relato de um paciente e blogueiro para as “mães pâncreas”

Conheça o relato do blogueiro que fez da sua experiência com a diabete uma forma de ajudar outras famílias. Na Mãezíssima ele fala sobre as mães pâncreas. Leia mais:

Diabetes – Relato de um paciente e blogueiro para as “mães pâncreas”
Especial,  Saúde
18 de abril de 2016

Pablo Silva é criador do site Eu e a Bete – Histórias e Motivações de uma vida com Diabetes.  Numa conversa em um evento, Pablo me contou sobre os relatos que recebe de mães de crianças com diabetes, as mães pâncreas. Quando ouvi essas experiências pedi para que compartilhasse com os leitores da Mãezíssima. O assunto é sério, é preciso estar atento à saúde dos nossos filhos, mas é muito importante saber que há vida depois do diagnóstico da diabete e o Pablo está aí para comprovar que pode ser uma vida de qualidade e muitas alegrias.

Mães de crianças com diabetes, sintam-se abraçadas nesse momento.

Confira o relato do Pablo e sua vida com a Bete (Diabete)

pablo silva

Pablo Silva do site Eu e a Bete – Diabetes

Descobri o diabetes no final de 2013, aos 26 anos. Comecei a apresentar inúmeros sintomas, como perda de peso, cansaço, sede e micção freqüente. Comentei com meu sogro, que tem diabetes, sobre o que estava acontecendo e ele imediatamente indicou realizar um teste de glicemia.Uma pessoa que não tem diabetes deve apresentar um resultado inferior a 100mg/dL, o meu estava em 470mg/dL. E assim iniciava a minha história com o diabetes ou a “Bete”, com data de início, mas sem previsão de saída.

Hoje tenho algumas rotinas adicionais além das tradicionais como escovar os dentes. Testes de glicemia, controle alimentar, aplicação de insulina enfim, ser o meu pâncreas 24 horas.

Recebo muitos relatos de mães pâncreas, assim que carinhosamente a chamamos, pois diferente do meu caso, elas que precisam, em tempo integral, ter essa atenção com os seus filhos. Recebo muitas mensagens sobre os desafios que elas enfrentam em diferentes fases. Quando crianças, por exemplo, cito o cuidado na escolha da escola, pois tanto a instituição, quanto os educadores necessitam estar preparados para situações de emergência, que por ventura possam ocorrer. Já recebi relatos de mães que seus filhos não foram aceitas pela instituição, pois se recusavam a permitir a entrada do responsável em horários específicos para teste de glicemia ou simplesmente não desejam ter um “trabalho” e atenção maiores para esse tipo de caso.

Quando jovens, as mensagens que chegam são de mães que não sabem como proceder com a “rebeldia” desta fase e não aceitação do diagnóstico pelos filhos. Alerto que a informação é a base de tudo, pois só desta forma, com muita paciência e compreensão será possível melhorar um quadro de rejeição dos filhos e preconceito sobre o diabetes.

Deixo aqui um recado a você mãe que acaba de ter esse diagnóstico com o seu filho. O diabetes pra minha vida não foi um limitador, apenas me motivou a seguir em frente e buscar uma vida com muito mais qualidade e com hábitos muito melhores.

Acompanhe o Pablo no site Eu e a Bete

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