É um livro ou um brinquedo?

Você sabia que já existe o livro brinquedo e o livro literatura? Mas, qual comprar para seus filhos? Qual é a melhor opção? Convidamos duas pedagogas especializadas em educação infantil para falar sobre o assunto. Confira:

É um livro ou um brinquedo?
Criar e Educar,  Especial
7 de dezembro de 2015

Livros? Brinquedos? Super convidativo! Assim deve ser o livro brinquedo! Tal como o convite do Mãezissíma para escrevermos sobre eles! A presença do livro brinquedo é tão marcante no mercado editorial brasileiro que a Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil criou uma categoria de premiação especial para ele. Entretanto, a distinção entre livros de literatura e livros brinquedos nos traz mais perguntas do que certezas. Para facilitar um pouco a tarefa de pai, mães e adultos envolvidos com a tarefa de escolher livros para os pequenos, aqui vão nossos pitacos.

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Livros infantis. Imagem: Mãezíssima

Um livro é um objeto dotado de páginas folheáveis, unidas numa brochura e capa ou não. Esses objetos tem como mote: provocar o contato com o livro, favorecer o aprendizado da arte de manusear as páginas e folheá-las, bem como o aprendizado dos conteúdos que ali estão. Um livro brinquedo é aquele dotado de recursos interativos, que deslumbram a visão do leitor, convidando-o a outros mundos. Quando vamos à livraria, sebos ou bibliotecas reparamos que os livros brinquedos podem ser: livros sem textos, livros de imagens, livros de texturas, livros com narrativas, livros que produzam sons, livros arquiteturais ou ainda livros com pop-ups. E podemos e devemos tirar grande proveito disso.

No entanto, se nossa intenção com o livro brinquedo é aproximar a criança do universo da leitura devemos ter cuidados na escolha: não adianta comprar um super livro arquitetural ou com imagens pop-up se estes não favorecem o manuseio pelas crianças, se desmontam e rasgam facilmente ao toque.

 Da mesma forma, se queremos favorecer momentos de calma e interação com as narrativas, com a partilha de nossa leitura para eles, um livro cheio de barulhos e luzes piscando pode ser um contrassenso. Geralmente associamos o ato de ler, pelas crianças pequenas, à ações de brincar, jogar, descobrir, experimentar, encantar-se e divertir-se. E é isso que se espera de um bom livro, seja ele nomeado livro brinquedo ou não.

pai lendo

Imagem: Cine Roll

 Os bebês brincam com quaisquer coisas que estejam ao seu alcance: o próprio corpinho, o corpo do adulto que o cuida e não raro agem da mesma forma com os livros: os pequenos incluem eles em suas brincadeiras usando para empilhar, armar estruturas, faze-los de cenário e brinquedo mesmo quando o livro não tenha sido originalmente desenhado para isso.

Para os pequenos a ação de ler não se distingue da própria ação de brincar. Por isso, não devemos creditar toda a possibilidade/limitação de uso do livro à categoria à qual ele pertença.

A interlocução do adulto é fundamental para garantir um bom uso do livro e assegurar a sua versatilidade e longevidade. Quanto mais os adultos se dispuserem a ajudar a criança a descobrir as possibilidades de uso e leitura do livro mais a criança se afeiçoará à ele.

Gostou dos pitacos? Deixe seu comentário e participe da conversa!

Silvia Pandini e Andréa Cordeiro são pedagogas, leitoras vorazes e amam literatura. Já devem ter lido mais de mil e uma histórias para pequenos leitores e acreditam que poucas coisas podem ser mais gostosas que partilhar um livro com uma criança

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