Eu gosto da fase dos porquês!

Por que vai chover? Por que está quente? Por que preciso vestir roupa? Por que, por que, por que... Toda criança passa pela fase dos porquês, mas nem todos os pais tem paciência para tantas perguntas. Nesse texto, o Paizíssimo Silvio Barbosa, conta um pouquinho porque ele sim, adora a fase dos porquês.

Eu gosto da fase dos porquês!
Especial,  Família
28 de fevereiro de 2016

Minha filha entrou definitivamente na fase dos porquês. Nada incomum exceto o fato de eu estar adorando a novidade. Explico: mesmo trabalhando no mercado financeiro há 6 anos, nunca perdi o espírito professor que existe dentro de mim. Esta tem sido uma oportunidade única de compartilhar minha visão de mundo, meus gostos, minhas crenças com minha garotinha. De quebra ainda consigo pesquisar e compreender coisas novas através das sempre pertinentes perguntas.

Perguntar o porquê das coisas é a chave para entender o mundo a sua volta. Essa curiosidade infantil nunca deveria ser perdida. É a mola que move a ciência para descobertas cada vez maiores. Muitas vezes não temos paciência ou repertório para tantas perguntas, mas isto apenas produz um adulto incapaz de questionar. Perguntar o porquê das coisas nos torna inconformados com o autoritarismo. Podemos obedecer sim, mas queremos entender. É uma pena que muitas vezes optamos por atalhos e perdemos a oportunidade de mostrar para nossos filhos nossas ordens não são meros caprichos, mas que provém de uma lógica que mesmo adulta pode ser compreendida parcialmente por nossos filhos.

fase dos porquês

Por volta dos três anos inicia a fase dos porquês

Tenho visto a Julia, com quase 4 anos, entendendo coisas muito complexas para sua idade. É incrível perceber elaboração no seu pensamento. Não quero que ela sucumba às facilidades do não questionar. Quero que ela, com respeito, me diga que não concorda comigo. Quero que ela se desenvolva plenamente. Quero que ela se torne uma adulta curiosa e que isso a motive a querer melhorar e apreender todos os dias. Enfim, quero que ela nunca pare de perguntar o porquê das coisas e que nunca se contente com uma resposta vaga para um problema complexo.

Muitas vezes eu inverto o jogo e pergunto o porquê de coisas que ela fez. É maravilhoso ver ela processando as informações que me passará. Assim eu consigo conhecê-la melhor e acredito que ela mesma consegue se entender.

Não vamos perder esta dádiva por não termos paciência. Somos os adultos e precisamos criar as melhores condições para nossos filhos. Mas se você pai não tem repertorio para responder seu filho, aproveite este momento para pesquisar. Consulte o google. Leia livros. Aproveite este momento para crescer também. Nunca é tarde para voltar a ser curioso!

Silvio Barbosa, pai da Julia, bancário, escritor e curioso!

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