Um bebê na mala: porque você deve viajar com seus filhos agora e sempre

Quando solteira, eu sonhava em viajar pelo mundo. Quando me casei, a gente amava viajar juntos. Mas, vou te dizer porque viajar com os filhos triplicou a nossa paixão por viagens.

Um bebê na mala: porque você deve viajar com seus filhos agora e sempre
Especial,  Família
3 de outubro de 2016

Esqueça todas as neuras, medos e preocupações com o que pode dar errado com seu ser mais precioso numa viagem e imagina a cena: Você economizou para aquela viagem inesquecível. Vai conhecer um pouco da Europa, irá a Itália e alguns países vizinhos fazem parte do seu roteiro de 20 dias. Ao desembarcar irá encontrar uma língua diferente, mas que você estudou e está louca para praticar. Os dias vão passando e depois de vários cartões de memória cheios de fotos lindas de paisagens cinematográficas, você se dá conta de que só conseguiu trocar algumas poucas palavras com atendentes, caixas de lojas, um ou outro pedido de informação e fez seu pedido de sanduíche no Mc Donalds local. Frustrante? Sim, viajar para outro país pode ser bem solitário. É muito provável que nenhum italiano, inglês ou qualquer outra nacionalidade, te pare para bater um papinho informal no supermercado ou ponto de ônibus. A não ser, que você tenha um adorável e inquieto “serzinho” a tira-colo.

Viajar com um bebê na mala causa uma interessante reação aos “locais”. Eles derretem o coração com uma simples risadinha mais alta ou chorinho de sono do seu pequeno. E eu garanto, isso pode te render um bom tempo de conversa ou até o início de uma longa amizade. A gente aqui, já perdeu as contas de quantas vezes foi parado em supermercados, piscinas de hotéis, pontos de ônibus, trens e aeroportos. E olha que poucos falavam o nosso português.

O que a gente ganhou? Não ganhou, trocou. Trocou experiências, oportunidades de conhecer a cultura deles e fazer a nossa conhecida. Quebrar pré-conceitos, trocar telefones e fazer amigos. É como se a gente subisse de posto na hierarquia das viagens ( coisas da minha cabeça de viajante). A gente passa a ser uma família local, ainda que temporariamente.

Mas, nem tudo são flores quando se tem um bebê na mala, amiga mamãe.

Você vai passar por situações que você nunca imaginou. De vergonha: Como quando seu filho tem um desarranjo intestinal na viagem e vaza a fralda toda no carrinho fornecido pela loja e que você vai ter que devolver pessoalmente (aconteceu comigo na Argentina). De desespero: Quando você se obriga a “roubar” os ovos mexidos do café da manhã do hotel para o almoço do baby porque, além de banana, é a única coisa que ele resolveu comer nos últimos 3 dias, (aconteceu comigo nos EUA).

De total falta de glamour: Quando você monta um carrinho “gambiarra” com a cadeirinha do carro amarrada no carrinho tipo guarda-chuva para que, nos longos passeios, seu filho consiga dormir com mais conforto (aconteceu comigo na Itália).

Além disso tudo, você vai ter que ir quando quiser ficar, ficar quando quiser ir, carregar e planejar muito mais coisas do que antes.

Mas, eu garanto que sua mala vai voltar muito mais cheia, não de compras e suvenirs e sim de lembranças que nunca seriam guardadas se você não tivesse levado seu bebê na mala.

Rogele Luzzi Campos: Consultora de Estilo e Imagem Pessoal, mãe da Raissa, do David e apaixonada por viagens. Dessas minhas paixões surgiram a Image&Co. e o canal de dicas Um Bebê na Mala.
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