Dor de filho; reflexões de mãe

Nada mais difícil do quer ver filho sofrer, não é? Dor de filho é dor sofrida, principalmente no coração de mãe!

Dor de filho; reflexões de mãe
Especial,  Ser mãe
17 de junho de 2015

Costumamos falar muito das alegrias de ser mãe e das conquistas dos filhos, o que é muito prazeroso e fácil.  Mas a maternidade também nos faz lidar com as dores e fracassos que nossos filhos enfrentam no decorrer de suas vidas e ajudá-los a superar e vencer cada uma delas é uma importante tarefa dos pais.

Nada mais difícil do quer ver filho sofrer, não é? Dor de filho é dor sofrida, principalmente no coração de mãe! É angustia silenciosa que se veste de coragem e força para demonstrar ao filho controle e segurança frente a sua dor ou doença. Dor de filho dói na alma de quem, impotente, nem sempre consegue livrá-lo de passar por ela e ter que se submeter ao tempo a se revelar, tratar e curar. É tempo que parece não correr, mas corroer aquela que só quer proteger.

colo carinho

Imagem: Evelize Monteiro

Não importa se é dor de barriga, dor de pé quebrado, dor na alma ou no coração. Quando dói no filho dói também na mãe e não importa se ele tem 2, 10, 18 ou 30 anos. A vontade de poupá-los nos arrasta numa angústia sem medida, mesmo sabendo que não podemos livrá-los de sua vivência dolorosa.

Algumas dores físicas ou emocionais são rápidas ou passageiras, outras nem tanto. Ser testemunho do sofrimento de um filho e lidar com a impotência diante de algumas impossibilidade desequilibra qualquer mãe, embora não derrube nunca sua capacidade de enfrentar ou testemunhar junto a ele suas batalhas.

Em geral, passada a tempestade, o filho segue fortalecido avante a sua vida e sobra uma mãe que precisa se rearrumar, se cuidar e se curar de sua dor. Retomar sua paz e alegria é necessário e cada uma o fará de forma diferente.

Permitir-se buscar formas de reencontrar seu rumo é fundamental. Pode ser através do acolhimento do parceiro, da família, do terapeuta ou mesmo de uma viagem, uma programação em família que celebre o fim das turbulências que tanto roubaram a sua paz e a saúde do seu filho. As vezes escrever é também uma boa forma de elaborar e se curar.

Recompor-se é preciso, pois a vida segue, sua e do seu filho, e não temos o poder de impedir que novas dores cheguem. Elas fazem parte da vida e do crescer, não é verdade? À todas as mães, boa sorte e força nesses momentos!

Vânia Vidal de Oliva ─ Psicóloga Clínica

Vânia Vidal de Oliva - Autor MãezíssimaPsicóloga Clínica com 28 anos de experiência no atendimento de adolescentes, adultos e na orientação familiar. Atua hoje na Clinica Casa do Crescer na cidade de Curitiba. Colunista do site  Mãezíssima e do Blog da Clínica Base –BH.

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1 Comment

  • Lindo texto m confortou muito perante a dor do meu filho d ter acabado d perder o pai, obrigada