Mãe de primeira viagem: o que NÃO fazer quando você precisar de apoio emocional

Um post para ser lido apenas por mães com alta capacidade de empatia e honestidade para falar sobre maternidade. Não leia se você não for dessa “turma”. Obrigada!

Mãe de primeira viagem: o que NÃO fazer quando você precisar de apoio emocional
Especial,  Ser mãe
31 de julho de 2016

Ok, se você continua lendo esse post é porque já sabe que comercial de margarina, ou de perfumes, ou qualquer outro do Dia das Mães, não mostra exatamente a realidade materna. Você já sabe que qualquer mãe, em qualquer lugar do mundo, pode se sentir vulnerável emocionalmente em muitos momentos da maternidade. Em outras palavras, nós mães também precisamos de colo de vez em quando. Esse post é sobre o que NÃO fazer nessas horas.

1 – Desabafar nas redes sociais

desligueQuando estamos vulneráveis, cansadas, sobrecarregadas, parece realmente que todo o resto do mundo está feliz e confiante. Ainda mais se nossa janela com o mundo for o facebook. Eu sei, por experiência própria, que quando estamos na licença maternidade, ainda se adaptando ao mundo materno, são as redes sociais que recorremos para se distrair, encontrar os amigos que não vemos desde que o bebê nasceu. Mas não dá para esquecer que o Facebook é uma EDIÇÃO da vida real, não é A VIDA real. Você pode cair na tentação de pensar que todas as mães são felizes, menos você. Que todos os bebês dormem a noite toda e comem direitinho, menos o seu. Que todas as mães passam todas as tardes em rodas de amigas, só você não consegue sair nem para ir ao parquinho.

Mãe, saia do facebook, respire fundo e tente fazer uma coisa de cada vez. E antes de se entupir de tarefas, descanse o que for preciso. Você não é preguiçosa porque dormiu a tarde, você não é desleixada porque deixou a louça na pia. Descanse, durma, coma direito.

2 – Esperar uma amiga salvadora

O mais triste da vida moderna que nos impomos é a falta de tempo para os amigos. Eu sei que na hora que se sentir sozinha e precisando de um colo, vai lembrar imediatamente daquela amiga maravilhosa, engraçada, pra cima, que sempre aparecia na sua vida. Infelizmente, uma das coisas que realmente acontecem depois que você tem filhos é que muitas amizades mudam. Não é culpa de ninguém, muito menos falta de carinho entre vocês. Mas seus horários vão mudar, suas prioridades, sua forma de lazer, seus assuntos preferidos. O distanciamento (temporário ou não) é natural. Isso não quer dizer que vocês não se gostam mais, não pense dessa forma.

Amizades verdadeiras ficarão na sua vida independente da quantidade de filhos que você tiver. Mas a forma de se encontrar, a frenquencia, toda a amizade passará por adaptações. Aquela sua amiga maravilhosa, continuará maravilhosa, mas essa é a hora de se abrir para novas amizades. Mulheres que também já passaram pela maternidade real e podem te ajudar com conselhos e acolhimento.

Você também irá precisa aprender a ter autoconfiança, porque muitas situações estará realmente sozinha para resolver, escolher, solucionar. Faz parte do amadurecimento e tenha certeza, você sairá muito mais forte dessas experiências. Inclusive uma amiga muito melhor para todos.

3 – Descontar no marido (e outros familiares)

mais amorEssa é a dica mais difícil de por em prática. Escrevo esse tópico com um sorriso constrangedor no rosto, porque eu descontei muito no meu marido. Por muito tempo eu achava que ele tinha realmente o poder (e dever) de melhorar a situação que eu estava. De perceber meu cansaço, minhas carências, e trazer a solução para tudo. E precisava ser a minha solução, do meu jeito.

Queridas mães que estão passando por isso, me ouçam com carinho. Os pais, seu marido, pode estar tão vulnerável quanto você e exatamente por isso, não ter a menor idéia de como ajudar. A paternidade não é  mais fácil que a maternidade, não caia nesse tipo de pensamento. Também não crie uma disputa interna de quem está sofrendo mais com as mudanças que a chegada de um filho provoca. Esse é um caminho perigoso e que acaba deixando duas pessoas isoladas, vivendo na mesma casa. É muito fácil, em breve, pensar que melhor mesmo é estar sozinha.

O caminho é ouvir e falar com carinho e amor. Vocês se amam e isso precisa ser lembrado quando a comunicação estiver truncada. Enfrentar os desafios juntos precisa ser uma decisão, mais que um sentimento. É preciso lembrar que são um casal antes de ser pai e mãe e buscar a compreensão mútua, assim como o espaço e o respeito.

Conversem sobre trabalho, divisão de tarefas da casa e do cuidado do filho. Falem sobre os medos e as necessidades um do outro. Se esforcem em estar juntos, sozinhos, sempre que puderem. Isso fará bem não apenas a vocês, mas também ao bebê.

Tudo isso para dizer:

A melhor coisa a se fazer quando você mãe, precisar de apoio emocional, é conseguir um tempo para você. Nesse tempo, respire fundo, medite e faça suas orações, mas também passei ao ar livre. Fala um lanche gostoso, mesmo que sozinha.

Mas a tristeza pode não dar trégua e tirar tanto a sua força que você não consiga reagir. Nessa hora, não tenha vergonha de pedir ajuda profissional. Isso mesmo, não é da amiga, nem da sogra, nem da vizinha. Procure ajuda profissional, sem medo, sem vergonha, sem barreiras.

Estar vulnerável  não é feio, precisar de apoio muito menos. Mas não busque no lugar errado, muito menos coloque os pés pelas mãos. Seja sábia e logo vai se sentir muito melhor!

Espero ter ajudado, escreva para mim contando se já passou por essa situação e como conseguiu superar. Vamos conversar de mãe para mãe.

Grace  I. Barbosa ─ Mãezíssima

Grace e Julia perfilIdealizadora e fundadora da Mãezíssima. Mãe da Julia, jornalista, escritora e empreendedora. Aprendendo todo dia a ser uma mãe possível. Amante das boas histórias e de compartilhar conhecimentos que realmente fazem a diferença na vida dos leitores.

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1 Comment

  • Perfeito!

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