Quando a maternidade faz brotar uma nova vida

Campanha "Minha nova vida" traz de forma real e corajosa histórias de mulheres que tiveram sua vida transformada com a chegada da maternidade.

Quando a maternidade faz brotar uma nova vida
Especial,  Ser mãe
22 de julho de 2015

Que mãe nunca parou para pensar em como sua vida foi transformada pela maternidade. Às vezes, são mudanças desejadas, fáceis de lidar, outras vezes nem tanto. Mas, a verdade é que depois de um filho a vida torna-se outra. A equipe do Mamaworking resolveu reunir essas histórias de transformação na série “Minha Nova Vida”, um espaço para compartilhar experiências de mães de verdade, com conflitos e dramas reais. Nós adoramos e apoiamos a ideia, precisamos de mais e mais espaços para falar sobre a maternidade real, muito diferente daquela de comercial de margarina, concordam?

A primeira história compartilhada fala sobre um assunto pouco comentado nas rodas de maternidade e raramente assumido pelas mães: a dificuldade em aceitar uma gravidez inesperada. A mãe Cleo Kuhn, mãe do Francisco hoje com 3 anos, contou como foi lento e delicado seu processo de tornar-se mãe. “Um filho não se encaixa em nada, filho é surpresa mesmo, que regenera até um coração queimado, solidifica as cinzas e devolve a intensa cor da vida, outrora opaca.”  Parabéns Cleo, pela coragem de se abrir de forma tão verdadeira. Fique com um trecho desse depoimento:

A gravidez foi uma surpresa pra mim. E não foi uma surpresa boa

Minha vida nova

 

A aceitação de uma gravidez não planejada para uma mulher de 35 anos e instruída foi profundamente difícil para mim e levou muito tempo. Independente, autônoma e dona dos próprios passos, abrir mão do que eu havia conquistado foi assustador. Sentia vergonha, me sentia uma adolescente irresponsável, inconsequente.

A primeira coisa que fiz foi pedir licença ao meu filho em gestação: “Mamãe já volta, mamãe te ama, mamãe só não consegue se amar agora, mas ela volta”.

Depois, guardei em segredo o primeiro trimestre e não permitia, aos poucos que sabiam da minha gravidez, que falassem sobre nada relacionado ao bebê. Isso me causava raiva e muita, muita culpa. Só conseguia me abrir com as mulheres que, como eu, rompiam a barreira do silêncio, a cortina rosa da divindade materna. Não havia nada de divino naquele momento. Eu estava infeliz e chorei todos aqueles meses no meu apartamento, sozinha, longe dos julgamentos alheios.

Continue lendo.

Se você também ficou com vontade de dividir sua experiência de vida nova após os filhos, pode participar da série enviando um relato para contato@mamaworking.com.br. Compartilhar é dar a chance de outras mães se sentirem acolhidas e aceitas.

posts relacionados

Comments are closed.