Relato de Parto – Cláudia Pasquale

Ela trocou de obstetra com 37 semanas de gestação para conseguir fazer o parto que desejava. Conheça o relato de parto da Cláudia Pasquale e como foi importante para ela saber sobre o Plano de Parto

Relato de Parto – Cláudia Pasquale
Especial,  Ser mãe
3 de setembro de 2014

A gestação é um momento muito desejado para alguns e inesperado para outros. No nosso caso foi uma surpresa… Eu morava na Espanha e meu Amor no Brasil, mas recebemos a missão com muita gratidão e amor. Assim comecei o processo de retorno quando  decidimos em tê-lo aqui no Brasil, em Curitiba. Fiz os primeiros acompanhamentos em Barcelona, lá tem uma matrona e a ginecologista obstetra que acompanha todo o pré-natal! Levou quase 2 meses para finalizar meu ciclo e fazer as malas para embarcar a “pátria amada”com minha sementinha.

Chegando aqui fiz a opção de fazer o acompanhamento no Mãe Curitibana  e no particular. Tive o incentivo e apoio da minha Irmã que fez um parto domiciliar com o grupo Luar e me fez enxergar, me apresentou a este universo com outros olhos, que até então eu desconhecia.

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Arquivo pessoal

A primeira médica que visitei ao perguntar se fazia parto normal  me respondeu rapidamente: “ ah sim! …até faço, mas só se você tiver condições de fazer, mas a cesárea é mais indicada!”.  Logo veio o lançamento do filme Renascimento do Parto aumentando mais meu interesse no assunto e vi que a situação era bem mais complicada do que imaginávamos, que um parto feliz era para poucos. Sentia que para mim, faltava algo em decidir por um parto domiciliar e percebi a necessidade de encontrar um Obstetra Humanizado.

Fui buscar a segunda médica por indicações de amigas, até gostei no princípio, ela era a favor do parto normal e a consulta passava de 20 minutos. Até que chegou a mim, uma matéria da Mãezíssima sobre PLANO DE PARTO! Pra que?!

Lá fui eu enviar por e-mail a minha médica e propor para a próxima consulta conversar sobre o meu parto. Nesse período do terceiro trimestre eu estava bem ativa e me “empoderando”, participando de rodas de gestantes, parto ativo, yoga, lendo muito, ligando para os hospitais me informando e até mesmo escrevendo à direção de um hospital para poder ter um parto Humanizado. Em uma conversa com uma amiga Doula (Cristina Trevisol) ela me esclareceu alguns pontos importantes para conversar com a médica, principalmente para o Parto Natural como, por exemplo: respeitar a posição, o não uso da Ocitocina e da anestesia, a Episiotomia entre outros procedimentos tanto com a mãe como com ao recém-nascido.

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Arquivo Pessoal

Como a etapa era se aprofundar em trabalho de parto e nascimento já tínhamos claro algumas intervenções que ficariam completamente fora do nosso plano de parto e com isso queria compartilhar com a médica. Ao chegar a esperada consulta eu já estava de 36 semanas. Fizemos os exames de rotina, as perguntas frequentes e ao perguntar se ela havia recebido meu e-mail com a matéria do plano de parto ela diretamente respondeu:

Veja bem, a anestesia eu aplico e por consequência a aplicação da ocitocina”...e que era muito arriscado assinar um documento com as minhas vontades, porque isso comprometeria o CRM dela, se caso ocorresse algum problema com a gente! Resumindo terminou dizendo que por isso não seria minha médica!

O tempo estava curto para encontrar alguém. Eu já estava com quase 37 semanas e além do mais era fim de ano. A data prevista estava em torno do dia 12 de janeiro, era uma ousadia encontrar outro médico. Mas outra vez fui a procura. Entrei em contato com amigas, doulas, grupo de mães, cheguei a uma lista de uns 10 médicos que faziam parto normal aqui em Curitiba. Isso mesmo, 10! Pode ser que exista mais, mas os que apoiam a forma humanizada são pouquíssimos. Liga pra um não tem agenda, outro vai estar de férias, outro não aceita com 37 semanas, enfim consegui um encaixe as 7h45min na quarta.

A médica era a Dr. Carla Batiuk, (ela faz parto hospitalar humanizado, porém com alguns critérios que respeitam alguns protocolos e necessidades, dependendo de cada caso e de hospital) ela sabia que estávamos buscando um parto humanizado. A primeira surpresa foi quando ela nos perguntou sobre Qual é o plano de parto de vocês? Só essa pergunta já tinha me ganhado! Em todos os pontos estávamos de acordo e de verdade fiquei convencida. Não só eu… no dia seguinte eu ligo para ela e confirmo que seria ela mesma nossa obstetra, pois já não havia mais nenhuma esperança de encontrar outra pessoa similar!

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Vinda do Pietro – arquivo pessoal

Então, nessa noite de quinta para sexta minha bolsa rompe, a partir desse momento o meu universo ganhou um Presente. E toda essa busca hoje para mim fez sentido, ele também queria nascer de uma forma humanizada e respeitada!

Fizemos um trabalho em equipe com o apoio do meu marido que me “doulou” e a querida médica que foi parteira, mulher e firme em todos os momentos com a gente, respeitando o meu plano de parto até no momento que pensei em desistir pedindo anestesia… Dei à luz ao meu menino com 2,5kg e 46 cm no dia 20 de dezembro de 2013, considerado um bebê de termo, pequenino e quentinho acolhi  em meus braços! Um parto natural sem nenhuma laceração e nenhuma complicação. E a dor? Ah…! Já não lembrava do que era dor! O trabalho de parto e o parto já é outra história… Mas o que importa é que conseguimos!

O sistema hospitalar infelizmente vai lentamente se conscientizando para esta realidade! O importante é buscar forças, se empoderar e querer um parto da maneira que for, mas que seja do seu modo!

Eu sou Naturoterapeuta, trabalho com terapia floral tenho a Essência Mãe, loja virtual e consultoria. Quando conheci a Grace do Mãezissíma no GBG Mulher, contei à ela, e agradecendo essa matéria que nos fez agregar muito para o nosso processo e então veio o convite para compartilhar esse relato com vocês. Gratidão Grace! E que muitas mulheres e futuras mães possam se encher de informações como essas e acreditar que elas podem!

Obrigada! Paz e Bem!

Claudia Pasquale

 

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